AVALIAÇÃO DA BIOMASSA DE MICROALGAS CULTIVADAS EM ÁGUA RESIDUAL EM VISTAS À PRODUÇÃO DE BIOFERTILIZANTE PARA A AGRICULTURA FAMILIAR

Autores

  • Antônio Gabriel Lessa Soares
  • Adna Caroline Vale Oliveira
  • Eliseu Melo Carvalho Lacerda
  • Isadora Machado Marques
  • Ícaro Thiago Andrade Moreira

Resumo

A busca por soluções alternativas para a atual conjuntura mundial onde a precarização da
agricultura familiar vem crescendo e em contrapartida as civilizações em todo o mundo aumentam o consumo
de alimentos, gerando impactos ambientais ao solo devido a inserção de nutrientes em demasia, reforça a
necessidade da produção de biofertilizantes que estimulem agricultura familiar e não sejam prejudiciais ao
meio ambiente. Com isso iniciam-se buscas que visam alternativas menos agressivas ao ecossistema e a
humanidade. As microalgas são alternativas para este problema principalmente as microalgas como a que
podem ser cultivadas em águas residuais urbanas sendo uma opção menos custosa para uso do meio de cultura.
As microalgas têm vantagens em relação a outras culturas por não usarem terras férteis para o seu cultivo e
água potável, absorvem os nutrientes contidos na água utilizando-os em sua biomassa que pode ser utilizada
para a produção e vários bioprodutos como os biofertilizantes. Os biofertilizantes são compostos por
microrganismos vivos que aumentam a fertilidade do solo e o crescimento das culturas favorecendo assim toda uma cadeia produtiva de incentivo a agroecologia e a agricultura familiar. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial da biomassa microalgal como um biofertilizante para a agricultura familiar, tendo como fonte de nutrientes a água residual do rio Camarajipe. A biomassa seca quantificada em água residual do rio Canarajipe foi de 1,62g, já a microalga cultivada em meio de cultivo gerou 1,24 g de biomassa seca. Portanto o rendimento da biomassa gerada para utilização como biofertilizante foi maior na microalga cultivada na água residual e a biomassa gerada mostrou-se adequada como biofertilizante devido aos seus nutrientes absorvidos da água residual.

Publicado

2019-12-01

Edição

Seção

Engenharia para agricultura familiar e agroecologia