Caracterização do Extrativismo da Palmeira Vassourinha (Syagrus Sp.) em Comunidade Tracional na Apa Chapada do Lagoão, Araçuaí-Mg

Autores

  • Elaine cordeiro dos Santos Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Rayane Luiza da Silva de Mello Instituto Federal do Espírito Santo
  • Marlene Pereira dos Santos Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
  • Regiane Pereira dos Santos Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
  • Juvenal Martins Gomes Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
  • Rosane Gomes da Silva Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Palavras-chave:

Recurso natural, Sustentabilidade, Comunidades tradicionais, Unidade de conservação

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo a caracterização do extrativismo da palmeira Vassourinha (Syagrus sp.) na comunidade Santa Rita de Cássia (CSRC) na Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Lagoão, e os impactos desta extração na população da espécie. A escolha deste tema surgiu através da necessidade de avaliar se o manejo da extração da folha da espécie foi sustentável ao longo dos últimos anos e conhecer parâmetros ecológicos da população da espécie de Vassourinha. Para isso foram avaliadas características socioeconômicas de moradores que utilizam e fabricam a vassoura artesanal feita das folhas de Vassourinha, através de aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas. Também foram realizadas visitas em campo para descrição dos métodos de coleta das folhas e fabricação das vassouras. O levantamento de dados ecológicos sobre a espécie foi desenvolvido por meio de inventário florestal da população de Vassourinha em área de cerrado remanescente da CSRC. Os dados obtidos foram submetidos às análises qualiquantitativas. Com esse trabalho foi possível identificar que a população de Vassourinha na comunidade Santa Rita de Cassia na APA da Chapada do Lagoão demonstra evidências de impactos negativos do extrativismo sobre a espécie. De forma geral observou-se uma má distribuição dos indivíduos nas faixas etárias, com poucas plântulas e indivíduos jovens, como também a falta de sementes viáveis no banco de sementes do solo, o que pode prejudicar a manutenção da espécie na área. Concluiu-se que o extrativismo desta espécie deve ser repensado junto a comunidade inserindo práticas de manejo, como a coleta parcial, de no máximo 50% das folhas de cada indivíduo, uma única vez ao ano e em áreas delimitadas. Manter parte da população da espécie Vassorinha em zonas de conservação sem a atividade do extrativismo, e principalmente deve ter uma preocupação de produção de mudas e plantio de novos indivíduos nas áreas já exploradas.

Publicado

2023-12-02