Re-existindo aos princípios de má-fé

uma análise crítica a partir do estudo de caso na Tekoa Vy’a

Autores

  • Rodrigo de Pinho Franco Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental - Universidade Federal de Santa Catarina
  • Bruna Cobelo Ciências Sociais - Universidade Federal de Santa Catarina
  • Bruna Fante da Paixão Ciências Biológicas - Universidade Federal de Santa Catarina
  • Estela Carvalho Schmidt Ciências Biológicas - Universidade Federal de Santa Catarina
  • Rodrigo de Almeida Mohedano Universidade Federal de Santa Catarina
  • Paulo Belli Filho Universidade Federal de Santa Catarina

Palavras-chave:

Saneamento ambiental, Povos indígenas, Mbya Guarani, Etnodesenvolvimento, NEAmb

Resumo

No Brasil há uma persistente desigualdade no acesso ao saneamento entre domicílios autodeclarados indígenas. Neste cenário em que estes povos vivem em condições degradantes, por que ainda os encontramos cercados de práticas apoiadas no etnocentrismo? O presente ensaio tem como objetivo realizar uma análise crítica a partir do estudo de caso com a Tekoa Vy’a da etnia Mbya Guarani procurando identificar as raízes coloniais ainda operantes na prática técnico-científica em territórios indígenas. O ensaio foi estruturado em quatro partes: o distanciamento físico e a invisibilidade; o distanciamento institucional e a ilegibilidade; o distanciamento técnico e a inferioridade; e o etnodesenvolvimento contra a servidão voluntária. Nesta caminhada nos deparamos com desafios ainda impostos pelos princípios de má-fé. Desse modo, percebemos a potencialidade do etnodesenvolvimento como um caminho possível na construção da autonomia dos povos indígenas.

Publicado

2023-12-02

Edição

Seção

Racismo Tecnológico / Engenharia e Etnodesenvolvimento